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Temer é reconduzido à presidência do PMDB e reforça aliança com Dilma PDF Imprimir E-mail
Agência DIAP
Dom, 07 de Fevereiro de 2010 09:29

A convenção nacional do PMDB, realizada neste sábado (6), reconduziu o presidente licenciado da sigla, deputado Michel Temer (SP), e fortaleceu a ala do partido favorável à aliança nacional em torno da candidatura à Presidência da República da ministra Dilma Rousseff (PT).

De um total de 597 votos dos convencionais, Temer foi eleito com 591. Dois votos foram nulos e quatro brancos.

"O PMDB sempre teve contradições internas, mas nós voltamos a ter a unidade absoluta do partido", disse Temer após o resultado.

Temer é um dos principais integrantes do partido cotados para assumir a candidatura à vice-presidência da República. Ao permanecer no controle, impulsiona a escolha de seu nome para a chapa com o PT.

Entre os presentes à convenção que citaram Temer como a opção mais forte dentro do partido para acompanhar Dilma nas eleições de outubro estavam o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, e o deputado Eduardo Cunha (RJ), entre outras lideranças da legenda.

Para a vaga do 1º vice-presidente da sigla, foi escolhido o senador Valdir Raupp (RO), que deverá comandar o partido, caso Temer se licencie para a candidatura a vice-presidente.

O grupo da legenda que defende candidatura própria, ou mesmo um apoio ao PSDB nas eleições presidenciais, chegou a entrar na Justiça para evitar a realização da Convenção. Um recurso movido pela atual direção do partido, no entanto, conseguiu manter o encontro para este sábado.

A ala contrária à união com o PT é formada, principalmente, pelos governadores do Paraná, Roberto Requião, e Luiz Henrique da Silveira, de Santa Catarina, além do senador Jarbas Vasconcelos, de Pernambuco, e o ex-governador de São Paulo Orestes Quércia.

O ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, compareceu à convenção e disse que a recondução de Temer "reforça a participação do PMDB na ideia da candidatura da ministra Dilma à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva".

Ele ponderou que o postulante a vice ainda será definido. "Não interessa a ninguém a antecipação do debate sobre a vice nesse momento. A nova direção nacional do PT que assume depois do Carnaval e a nova direção nacional do PMDB que assume a partir de hoje têm a missão fundamental de sentar todo dia se for necessário para resolver o problema das alianças nacionais".

Padilha disse que compareceu ao evento como coordenador político que dialoga com as legendas partidárias.

A convenção elegeu o Diretório Nacional da sigla, responsável por indicar a Executiva Nacional do partido.

Não compareceram
A convenção nacional do PMDB aconteceu sem a participação de sete diretórios regionais - SP, PR, SC, RS, PE, MS e AC.
Depois de ter negado pela Justiça o pedido de cancelamento da antecipação da convenção, a ala oposicionista resolveu boicotar o encontro.

Não quis legitimar o diretório montado por Michel Temer para apoiar a candidata petista Dilma Rousseff.

Nunca foi diferente
O ocorrido não é nenhuma novidade. Desde os primórdios do partido, a legenda nunca conseguiu uma unidade política que conduzisse todas as alas da agremiação em momentos cruciais como a disputa à Presidência da República.

Nem o Dr. Ulisses conseguiu tal feito. Na eleição de 1989, quando Ulisses Guimarães foi candidato ao Planalto, o partido o 'cristianizou' e marchou com Collor, eleito depois de uma disputa acirrada com Lula. (Com Reuters e Correio Braziliense)

Comentários (1)
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escrito por Ednir Duarte Botelho, fevereiro 08, 2010
Já se pode imaginar o que vai sair desta aliança, agora reforçada com a indicação de Temer, mais uma vez à frente da legenda: maior espaço político do fisiologista e sempre oportunista PMDB na distribuição de cargos e influencia no novo governo, caso Dilma Roussef venha a se eleger, tendo como vice, vejam só, o indefectível Michel Temer.O PT, desta vez, perderá, completamente, todo o seu ideário, na busca, como sempre, da famigerada governabilidade.abrindo mão de sua identidade e pactuando com o que existe de mais mesquinho e imoral na política deste país: Sarney, Renan Calheiros, Jader Barbalho, Fernando Collor , etc., etc Só temos a lamentar!

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