Paim celebrou 40 anos no Congresso e defendeu a “política como instrumento de transformação”
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Em discurso no Senado, petista destacou origem humilde, papel na Constituição de 1988 e legado em leis pela igualdade racial, inclusão e justiça social
Em pronunciamento no plenário do Senado, dia 13, o senador Paulo Paim (PT-RS) fez balanço dos 40 anos de atuação no Congresso Nacional. O parlamentar lembrou a origem humilde e afirmou que a experiência pessoal o motivou a dedicar a vida pública à defesa da democracia, da inclusão e da justiça social.
“A política deve ser exercida com responsabilidade e voltada para transformar a vida das pessoas”, declarou.
Constituinte e “Constituição Cidadã”
Paim relembrou a participação dele como deputado constituinte em 1988, e ressaltou a importância da Carta Magna como marco de direitos e consensos sociais.
“A Constituição foi um divisor de águas. Reconheceu o Brasil como uma Nação feita de muitas mãos e muitas cores — trabalhadores, empresários, empreendedores, juventudes rebeldes. Somos como uma orquestra cuja harmonia depende da afinação entre os músicos”, afirmou.
Políticas de igualdade
Entre as principais conquistas legislativas, o senador citou os Estatutos da Pessoa Idosa, da Igualdade Racial, da Pessoa com Deficiência e da Juventude, todos aprovados por ampla maioria no Congresso.
Também destacou a inclusão da história e cultura afro-brasileira e indígena nos currículos escolares, a criação da Fundação Cultural Palmares e a Lei de Cotas no ensino superior e no serviço público — medidas que, segundo ele, ampliaram o acesso de jovens de baixa renda e de grupos historicamente excluídos.
“Cotas são política de justiça, não de ideologia”
“A Lei de Cotas é o caminho da felicidade, do pertencimento e da dignidade. É uma política pública baseada em dados, em justiça e em humanidade. Não é pauta de esquerda, centro ou direita — é o Brasil se reconhecendo e se projetando para o futuro com igualdade”, afirmou o senador.
Paim encerrou o pronunciamento reafirmando o compromisso com um país “grande, soberano, justo e digno”. (Com Agência Senado)
