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Estudo aponta oportunidades de renda e flexibilidade, mas alerta para baixos ganhos, exclusão digital e falta de proteção social

Acesse aqui a íntegra do estudo

A participação feminina na economia das plataformas digitais cresce na Ibero-América, mas ainda é marcada por desigualdades estruturais, segundo estudo divulgado pela Secretaria-Geral Ibero-Americana (SEGIB), Organização Internacional do Trabalho (OIT) e ONU Mulheres. O levantamento analisa os desafios e oportunidades para as trabalhadoras em atividades mediadas por aplicativos e plataformas online.

De acordo com o documento, as mulheres seguem concentradas em setores tradicionalmente feminilizados, como atendimento ao cliente, apoio administrativo, cuidados e trabalho doméstico, enquanto permanecem sub-representadas em áreas de maior remuneração e ligadas à tecnologia, como programação e desenvolvimento de software.

Nas plataformas online, muitas trabalhadoras apontam vantagens como autonomia econômica, possibilidade de trabalhar em casa e flexibilidade de horários. Para 44,6% das entrevistadas, o trabalho remoto foi um fator central para ingressar nesse mercado.

Apesar disso, o estudo destaca precariedades persistentes. Apenas 58% das mulheres que atuam em plataformas possuem seguro de saúde, e somente 20% contam com plano de aposentadoria ou pensão. A renda semanal média feminina nas plataformas online foi estimada em US$ 35,2, abaixo dos US$ 58,3 recebidos pelos homens.

Outro problema relevante é a sobrecarga do trabalho de cuidados não remunerado, que limita a dedicação profissional e reforça desigualdades. Além disso, mulheres em plataformas baseadas em localização, como transporte e entregas, enfrentam riscos maiores de violência e assédio.

Entre as recomendações, o estudo defende combate à discriminação, transparência nos algoritmos de distribuição de tarefas, ampliação da proteção social, acesso à formação digital e fortalecimento do diálogo social com participação efetiva das trabalhadoras.

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