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Sindicatos, federações, confederações e centrais sindicais repudiam invasão a Venezuela.  As entidades de representação dos trabalhadores brasileiros, através de notas em suas páginas oficias e redes sociais, manifestaram preocupação com o sequestro do então presidente da Venezuela e a invasão daquele país.

Para a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria (CNTI), “trata-se de um golpe contra a soberania de um país irmão”.  Ainda segundo a nota da CNTI, o pretexto de combate ao narcotráfico e de defesa da democracia na venezuelana, esconde a ânsia pelo petróleo do País vizinho. 

Já a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), alerta sobre as agressões a América Latina e coloca o Brasil em posição de alerta diante de suas riquezas naturais, como água e terras raras. “O que podemos afirmar é que esse ataque é uma afronta ao direito internacional, que garante a autodeterminação dos povos e a soberania dos países”, afirma a nota da CNTE.

A Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio (CNTC) também, através de nota repudiou as agressões promovidas pelos Estados Unidos contra o povo venezuelano e sua soberania nacional. “Tais atos ferem o direito à autodeterminação dos povos e desestabilizam a convivência harmônica entre as nações”, declara a confederação.

Centrais Sindicais

Em suas páginas as Centrais Sindicais manifestaram individualmente suas posições contrárias as agressões a democracia e a soberania do povo venezuelano. Mas também as soltaram Nota Conjunta em repúdio a invasão na Venezuela.

Veja abaixo a íntegra da nota da Centrais Sindicais.

Contra o golpismo e a ingerência: em defesa da soberania da Venezuela

Condenamos de forma contundente e inequívoca o ataque dos Estados Unidos à Venezuela. O imperialismo age para retomar o controle sobre a América Latina, apropriar-se do petróleo venezuelano e enfraquecer o BRICS. Nunca se tratou de democracia. A alegação de combate ao narcotráfico também não passa de uma cínica hipocrisia.

 

O golpismo está no ar — e mais vivo do que nunca. O cerco à Venezuela vem sendo construído há décadas, desde que Hugo Chávez lutou para implementar no país um projeto de desenvolvimento independente e soberano, algo que os Estados Unidos jamais aceitaram.

 

O sequestro do presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, neste sábado, 3 de janeiro de 2026, explicita as linhas geopolíticas que separam, de um lado, os golpistas e imperialistas e, de outro, aqueles que lutam pela soberania e pela independência dos povos. O governo extremista de Donald Trump aproveitou-se do relativo isolamento internacional da Venezuela — impedida de ingressar no BRICS —, apesar da resistência firme do país frente a ataques, ameaças militares, campanhas de desinformação e difamação sistemática.

 

Cabe exclusivamente ao povo venezuelano, e não a potências estrangeiras, decidir sobre o seu próprio destino. A intervenção na Venezuela representa uma ameaça não apenas ao país, mas também ao Brasil, à América Latina e ao mundo. Como a história mostra, o controle político, social e econômico exercido pelos Estados Unidos sobre o continente tende a aprofundar a desigualdade, impor arrocho econômico, desmontar políticas sociais e conduzir a períodos de grave retrocesso.

 

O governo brasileiro deve buscar todos os meios para apoiar o povo venezuelano e atuar pela estabilidade regional.

 

Reafirmamos, neste momento, um compromisso inegociável:

Em defesa do multilateralismo e da solução pacífica de conflitos;
Em defesa da soberania, do diálogo e da autodeterminação dos povos.

É hora de unir forças contra a guerra, contra a intervenção e em favor da paz e da integração latino-americana.

 

São Paulo, 3 de janeiro de 2026

Sérgio Nobre, presidente da CUT

Miguel Torres, presidente da Força Sindical

Ricardo Patah, presidente da UGT

Ronaldo Leite, presidente (interino) da CTB

Antonio Neto, presidente da CSB

Sônia Zerino, presidente da Nova Central Sindical

Nilza Pereira de Almeida, secretária-geral da Intersindical

José Gozze, presidente da Pública Central do Servidor.

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