Evento debate negociação coletiva e redução da jornada
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- Categoria: Agência DIAP

O DIÁLOGOS DIAP 2026 reuniu, nesta sexta-feira (15), parlamentares, e dirigentes de entidades representativas dos trabalhadores para discutir temas centrais da agenda laboral e política do país. Participaram do encontro os deputados André Figueiredo (PDT-CE) e Leo Prates (Republicanos-BA),
Coordenado pela presidenta do DIAP, Rita Serrano, com apoio dos dirigentes Neuriberg Dias e André Luis dos Santos, o evento teve como foco a discussão sobre regulamentação da negociação coletiva no setor público, a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6x1.
A abertura dos debates contou com análises do consultor político Antônio Augusto de Queiroz e do comunicador Haj Mangolin. Os especialistas abordaram o cenário político nacional e internacional, as perspectivas para as eleições de 2026, a polarização política e as oscilações nas pesquisas de intenção de voto.
Negociação coletiva no serviço público
Durante o encontro, o deputado André Figueiredo, relator do PL 1893/26, reafirmou o compromisso de acelerar a tramitação da proposta que regulamenta a negociação coletiva no serviço público. O parlamentar destacou que pretende construir um parecer dialogado com as entidades representativas dos servidores e das centrais sindicais, com expectativa de apresentação do relatório na segunda quinzena de junho, buscando viabilizar a votação antes do recesso parlamentar.
A regulamentação da negociação coletiva é apontada pelas entidades como medida fundamental para fortalecer direitos, melhorar as condições de trabalho e ampliar a qualidade dos serviços prestados à população.
Redução da jornada e fim da escala 6x1
Outro tema de destaque foi a tramitação da PEC 221/2019. Relator da comissão especial que analisa a proposta, o deputado Leo Prates informou que pretende apresentar o relatório preliminar entre os dias 20 e 22 de maio. A previsão é votar o parecer na comissão até 26 de maio e levar a matéria ao plenário da Câmara no dia 27.
Segundo o parlamentar, o texto deverá ser enxuto e construído em consenso entre trabalhadores e empregadores. Entre os principais pontos em debate estão a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, sem redução salarial, e a definição de regras de transição para implementação das mudanças. Leo Prates ressaltou que a proposta busca responder à demanda por mais qualidade de vida e melhores condições de trabalho, especialmente para as novas gerações.
