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Primeira senadora eleita por PE assume liderança do governo e terá missão de conduzir pautas estratégicas do Planalto em meio à preparação para as eleições de 2026

O presidente Lula (PT) oficializou, nesta quinta-feira (25), a escolha da senadora Teresa Leitão (PT-PE) para a liderança do governo no Senado Federal.

A parlamentar substitui Jaques Wagner (PT-BA), que deixou o cargo após acordo com o presidente para se dedicar à própria defesa jurídica e à organização das eleições de 2026.

A mudança ocorre em momento decisivo para a agenda do Palácio do Planalto no Congresso. Caberá à nova líder coordenar as negociações em torno de proposições consideradas prioritários pelo governo, entre essas a proposta (PEC 221/19) de redução da jornada de trabalho com o fim da escala 6x1 e a PEC 18/25, da Segurança Pública.

Perfil de articulação

Primeira mulher eleita senadora por Pernambuco, Teresa Leitão (PT) chega ao posto após consolidar protagonismo na bancada petista.

Professora e dirigente sindical de origem, construiu a trajetória política em defesa da educação pública e dos direitos dos trabalhadores.

Antes de assumir o mandato no Senado, em 2023, exerceu 5 mandatos consecutivos como deputada estadual na Alepe (Assembleia Legislativa do Estado de Pernambuco). Desde abril deste ano, já ocupava a liderança do PT na Casa.

Nos bastidores do governo, a escolha dela por Lula é vista como aposta em liderança com perfil de diálogo e dedicação integral à articulação parlamentar, sem a pressão de disputa majoritária em 2026.

Saída planejada de Jaques Wagner

A transição foi acertada após reunião entre Lula e Jaques Wagner no Palácio da Alvorada. Em manifestação pública, o senador afirmou que a prioridade dele, agora, passa a ser a defesa das acusações que enfrenta e a preparação das campanhas eleitorais.

Aliado histórico do presidente, Wagner continuará atuando na construção da estratégia política do campo governista, especialmente na Bahia, onde pretende disputar a reeleição ao Senado e participar da campanha pela recondução do governador Jerônimo Rodrigues (PT) e do presidente Lula.

Repercussões para o Planalto

A substituição busca preservar a capacidade de articulação do governo no Senado em período marcado pela intensificação da agenda legislativa e pela aproximação do calendário eleitoral.

Jaques Wagner ocupava a liderança desde o início do terceiro mandato de Lula e era considerado um dos principais interlocutores do governo no Congresso.

A saída dele do posto ocorre poucos dias após operação da Polícia Federal relacionada às investigações sobre o caso do Banco Master, que incluiu buscas em endereços ligados ao senador.

Wagner nega qualquer irregularidade e recorreu ao Supremo Tribunal Federal para contestar as medidas adotadas na investigação.

Agenda social e disputa de 2026

Com Teresa Leitão no comando da liderança governista, o Planalto busca manter o foco em pautas de forte repercussão social e econômica, ao mesmo tempo em que organiza sua base para a disputa eleitoral de 2026.

A avaliação entre aliados é que a mudança permite ao governo preservar a capacidade de negociação no Senado sem abrir mão da experiência política de Jaques Wagner, que seguirá atuando como uma das principais referências estratégicas do campo governista na Casa.

A nova líder assume, assim, a tarefa de conduzir agenda legislativa complexa e de garantir a sustentação política do governo em um dos períodos mais desafiadores do at

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