DIAP aponta recorde de candidatos à reeleição em 2026
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- Categoria: Agência DIAP

Leia íntegra do levantamento preliminar do DIAP
Levantamento preliminar do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP), elaborado a partir de pesquisas, consultas a portais locais e contatos com candidatos e dirigentes partidários, além de considerar os arranjos políticos locais, identifica os deputados federais e senadores que deverão concorrer à reeleição nas eleições de 2026, oferecendo um panorama antecipado da disputa pela renovação do Congresso Nacional.
Na Câmara dos Deputados, dos 513 parlamentares em exercício, 448 são pré-candidatos à reeleição, o equivalente a 87,32% da composição da Casa. O percentual é superior ao registrado nas eleições de 2022 e representa o maior índice de recandidatura da série histórica levantada pelo DIAP. Os demais 65 deputados optaram por disputar outros cargos — como senador, governador, vice-governador, deputado estadual ou vice-presidente da República — ou decidiram não concorrer a mandato eletivo.
Caso ocorram alterações nos atuais planos eleitorais, o número de candidaturas à reeleição poderá chegar a 495, considerando os cinco parlamentares ainda indefinidos e os 42 pré-candidatos ao Senado que eventualmente poderão rever suas decisões. O quantitativo definitivo somente será conhecido após a realização das convenções partidárias.
Senado
No Senado Federal, que renova sua composição de forma alternada — um terço em uma eleição e dois terços na seguinte —, estarão em disputa neste pleito 54 das 81 cadeiras da Casa, correspondentes a dois terços de sua composição. Dos 54 senadores em final de mandato, 34 sinalizam intenção de disputar a reeleição, o que representa 62,96% das vagas em disputa. Os outros 20 parlamentares optaram por concorrer a diferentes cargos, entre eles a Presidência da República, governos estaduais, Câmara dos Deputados e assembleias legislativas estaduais.
Os números preliminares reforçam a tendência de baixa renovação na Câmara dos Deputados, em razão do elevado volume de candidaturas à reeleição, ao mesmo tempo em que apontam para uma renovação mais significativa no Senado Federal, onde a disputa envolverá dois terços das cadeiras da Casa.


Três motivos explicam essa tendência: 1) a quantidade de candidaturas à Câmara dos Deputados, a redução do número de postulantes ao cargo de deputado federal, em razão do limite de candidaturas por vaga de 100% mais um, além da obrigação da cota de 30% serem de candidaturas femininas; 2) nova clausula de barreira ficou mais rigorosa em 2026 para ter acesso ao fundo partidário e eleitoral sendo necessário atingir 2,5% do eleitorado nacional que exigiu dos partidos redefinir estratégias que passa em priorizar fusões e federações que teve como preferência que favorece que está em exercício do mandato; e 3) o acesso dos recursos do fundo eleitoral e das emendas parlamentares individuais, corroboram a expectativa de baixa renovação na Casa, exceto no Senado Federal.
Tendências
Assim, caso se confirme esse prognóstico, a tendência é que a composição do próximo Congresso Nacional (mandato 2027-2030) reflita, em grande medida, a atual legislatura, apresentando as seguintes características:
a) baixa renovação das cadeiras, especialmente na Câmara dos Deputados;
b) redução da fragmentação partidária no Congresso Nacional. Os partidos pequenos e até mesmo os médios tendem a ser mais afetados pelo endurecimento das regras eleitorais, particularmente pelo aumento da cláusula de barreira;
c) retorno ou eleição de ex-parlamentares tradicionais e experientes, numa espécie de circulação das elites políticas;
d) manutenção da força da centro-direita e do Centrão no Legislativo. A esquerda deverá registrar crescimento moderado;
e) permanência do perfil liberal na economia e conservador nos temas sociais e de costumes;
f) manutenção da influência das bancadas informais — especialmente a ruralista, da segurança pública e evangélica — no interior do Congresso Nacional;
g) maior diversidade na bancada de esquerda, com a eleição de nomes representativos de diferentes segmentos da sociedade; e
h) PP-União Brasil, PT e PL despontam como os principais candidatos a formar as maiores bancadas da Câmara dos Deputados. Republicanos e PSD completam o grupo dos partidos com maior potencial de crescimento. Entre as legendas do campo da esquerda e da centro-esquerda, o PSB tende a apresentar a maior expansão parlamentar.
