PLENARIO

Com 438 deputados buscando novo mandato, DIAP projeta renovação entre 39% e 43% nas eleições de 2026

A eleição de 2026 pode produzir uma Câmara dos Deputados com renovação inferior ao padrão registrado nas últimas décadas. Dos 513 parlamentares, 438 disputam a reeleição, o equivalente a 85,38% da atual composição. A elevada presença de candidatos que já exercem mandato é um dos principais fatores considerados pelo DIAP na projeção para a próxima legislatura.

De acordo com o Prognóstico do Novo Congresso Nacional – Eleições 2026, a renovação deve ficar entre 39% e 43%, com a reeleição de aproximadamente 297 a 315 deputados. A estimativa considera que entre 68% e 72% dos parlamentares que tentam permanecer na Câmara poderão obter novo mandato.

O percentual projetado fica abaixo da média histórica apresentada no estudo. Considerando as eleições de 1990 a 2022, a renovação média foi de 46,33%. Houve, porém, oscilações importantes: em 1990, 61,82% das cadeiras ficaram com novos deputados; em 2018, o índice chegou a 52,43%. Já em 2022, a renovação foi de 44,24%.

A comparação também evidencia o peso crescente das recandidaturas. Em 2022, 446 deputados, ou 86,93% da Câmara, buscaram novo mandato — proporção próxima à registrada agora. Naquele pleito, 286 foram reeleitos. Em 2026, são 438 candidatos à reeleição, número que permanece acima da média histórica de 420 recandidaturas por eleição registrada no levantamento.

Entre as maiores bancadas, os índices também são elevados. União Brasil tem 94,23% de seus deputados concorrendo novamente; Republicanos, 90,48%; PT, 89,06%; PSD, 87,50%; e PP, 86,96%. No PL, 77 dos 98 deputados disputam a permanência na Casa, equivalente a 78,57%.

Além do número de recandidaturas, o estudo aponta vantagens associadas ao exercício do mandato, como estrutura parlamentar, maior exposição pública, acesso ao financiamento eleitoral e capacidade de direcionar emendas. A Lei Orçamentária de 2026 prevê cerca de R$ 61 bilhões em emendas parlamentares, segundo a Câmara dos Deputados.

O cenário reforça uma característica recorrente das eleições proporcionais: a disputa por renovação ocorre ao lado de uma forte presença de parlamentares que buscam permanecer no Congresso. Em 2026, caso a projeção se confirme, entre 198 e 216 novos deputados deverão ocupar cadeiras a partir de fevereiro de 2027, enquanto a maioria da futura Câmara será formada por parlamentares reconduzidos ao mandato.

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