O voto e suas consequências
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Neuriberg Dias*
A proximidade das eleições gerais deste ano traz a necessidade de uma reflexão sobre o papel do eleitor e as consequências de suas escolhas para o presente e o futuro que queremos para o país.
No Brasil e no mundo, vivemos uma verdadeira tempestade de informações que circula de forma rápida — e, na maioria das vezes, sendo desinformação produzida com propósito político — que tem dificultado o debate público sobre soluções para os problemas da sociedade.
Esse ambiente cria terreno fértil para o desencanto, o ressentimento, o ódio, o medo, a violência que afasta as pessoas da realidade e influencia a manifestação desse comportamento entre eleitores e candidatos a participar da política de forma muitas vezes vingativa como verdadeiros justiceiros.
Nestas eleições de 2026 serão eleitos deputados federais, estaduais, distritais no caso do Distrito Federal, senadores, governadores e o presidente da República para tomar decisões que deverão ser cumpridas por toda a sociedade, sejam elas boas ou ruins.
O voto legitima esses novos representantes eleitos a tomar decisões em nosso nome. Muitas vezes por causa desse ambiente de conflito e polarizado, elas parecem distantes das pessoas, como se acontecessem em um mundo à parte.
É justamente o contrário. Esses representantes decidem sobre questões concretas da vida: a qualidade da educação que nossos filhos receberão, o cuidado com nossa saúde, a qualidade de vida e o envelhecimento da população e as condições para melhorar o ambiente de negócios, gerar empregos e ampliar oportunidades.
Tudo isso passa pelo voto. Por isso, é cada vez mais importante conhecer as atribuições de cada cargo, o histórico dos candidatos e as posições dos partidos aos quais estão filiados. Essas informações são fundamentais para o exercício consciente e eleger candidatos comprometidos com a causa coletiva, pública e civilizatória.
Nas eleições proporcionais para deputados estaduais e federais, por exemplo, ao escolher um candidato, o voto do eleitor é computado primeiro para partido. Por isso, é importante conhecer qual partido que o candidato está filiado, saber sobre seus programas, ideias e posições, que são disponíveis de forma transparente em portais confiáveis na internet, nas redes sociais dos candidatos e no próprio Tribunal Superior Eleitoral.
São os partidos que organizam o funcionando do poder legislativo onde se apresenta e vota propostas de leis. E são as bancadas partidárias e seus líderes que orientam como vota cada parlamentar, que, em regra, são obrigados a acompanhar suas respectivas legendas.
Se o candidato ao cargo defende na campanha que é necessário garantir um valor melhor de aposentadoria, mas ele está filiado a um partido que tem um histórico de apoiar leis que limita ou restringe o direito a aposentaria indica que o eleitor precisa avaliar melhor a escolha.
Votar, portanto, não é apenas escolher um nome. É uma decisão que produz consequências para a sociedade. E quem não participa ativamente das decisões corre o risco de que suas escolhas sejam feitas por outros. O que você prefere?
* Jornalista, Analista Político e Diretor de Documentação do DIAP.
¹Cartilha DIAP – Eleições Gerais 2026: https://www.diap.org.br/index.php/publicacoes?task=download.send&id=1096&catid=78&m=0
²Plataforma “Quem é Quem” no Congresso: https://www.quemequemnocongresso.org.br/
³ O que faz cada cargo em disputa nas eleições 2026: https://www.tre-sp.jus.br/comunicacao/noticias/2026/Setembro/saiba-o-que-faz-cada-representante-dos-cargos-em-disputa-nas-eleicoes-2026
